TUF Brasil 2015: Um Argentino no The Ultimate Fighter Brasil 2015

Nazareno Malegarie - UFC.com
Nazareno Malegarie – UFC.com

 

A rivalidade entre Brasil e Argentina não tem a mesma proporção no MMA como em outros esportes, como no futebol. Tanto é que um dos lutadores mais queridos do país é Santiago Ponzinibbio, participante da segunda temporada do The Ultimate Fighter. Para a quarta edição, outro ‘hermano’ tentará ser o queridinho dos brasileiros.

 

 

 

Nazareno Malegarie, um argentino entre os brasileiros nasceu em Arrecifes, uma província da capital Buenos Aires, mas mora no Brasil, em Florianópolis, desde 2001. “Viemos passar férias e minha família gostou, quase ficamos de vez. Depois de mais alguns anos na Argentina, meu pai achava que o país ia entrar em crise quando mudasse a presidente, então resolveu se antecipar e viemos para o Brasil”.

 

 

 

 

Filho de um professor de Educação Física, Malegarie sempre foi ligado aos esportes. Seu pai o incentivou a fazer todos os exercícios, e disse que ele poderia escolher o que mais gostasse para seguir carreira. Por ser um garoto com muita energia, os esportes de combate o acalmavam, e foi no judô que ele encontrou sua primeira paixão. Aos 7 anos ele já era campeão argentino da modalidade na sua categoria.

 

 

 

Mas a paixão pelas artes marciais começou antes mesmo de ele começar a dar os primeiros passos. “Meu pai é faixa preta de caratê e fã de boxe. A gente já fazia luta agarrada antes de eu começar a andar. E eu tinha um golpe infalível, que era o queixo no olho. Essa era a nossa brincadeira favorita”, lembra o argentino.

 

 

 

Malegarie lembra que chegou no Brasil em uma terça-feira e no dia seguinte já estava treinando jiu-jitsu. Um mês depois já participou e foi campeão em um torneio da modalidade. Seus maiores incentivadores sempre foram pai e mãe. Em sua primeira luta de MMA, sua mãe chegou em seu ouvido e disse: “Boa sorte, só espero que não te quebrem a cara”.

 

 

 

Já se foram 27 vitórias e 3 derrotas, mas ele ainda fica emocionado quando lembra da trajetória dos país, das dificuldades que passaram para ele se tornar um lutador. “Já cheguei em casas várias vezes e minha mãe estava chorando de cansaço, sem conseguir relaxar, mas tinha que dormir para ir trabalhar no outro dia. Ela, sim, que é uma lutadora”.

 

 

 

Se os brasileiros adotaram outro ‘hermano’ como favorito só o programa falará. Mas Nazareno Magilare tem certeza que todos os telespectadores ficaram satisfeitos ao assistirem suas lutas. “Eu entro no octógono e deixo tudo que sei e minha energia lá dentro. Não quero voltar para casa com a sensação que poderia ter feito algo diferente”.

 

 

 
Da Redação com informações do site da UFC www.ufc.com.br/tuf