Petrolão: Ratos e outros roedores são soltos por funcionário da Câmara no inicio do depoimento tesoureiro do PT à CPI da Petrobras

Um dos animais soltos no plenário. - Foto: Câmara dos Deputados
Um dos animais soltos no plenário. – Foto: Câmara dos Deputados

 

Um funcionário legislativo, identificado como Márcio Martins Oliveira e ocupa um “cargo de natureza especial” (de livre nomeação) na segunda vice-presidência da Câmara, e que acompanhava a reunião da CPI da Petrobras soltou cinco roedores (2 ratos, 2 hamsters e 1 esquilo da Mongólia) no plenário no momento em que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entrava. Houve princípio de tumulto e o homem foi detido pela polícia legislativa.

 

 

O episódio gerou discussão entre os deputados Jorge Solla (PT-BA) e Delegado Waldir (PSDB-GO), que foi acusado por Solla de envolvimento no episódio. “Você tem que provar!”, respondeu o deputado.

 

 

 

A Assessoria de imprensa da Câmara revelou que o funcionário deverá ser exonerado

 

 

 

Vaccari é apontado nos depoimentos dos delatores Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Eduardo Leite e Pedro Barusco como operador do PT no esquema de pagamento de propinas. De acordo com a denúncia, Vaccari seria ligado ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que negou à CPI envolvimento no esquema.

 

 

 

Vaccari foi denunciado por lavagem de dinheiro e está sendo ouvido na qualidade de acusado. Ele e está protegido por um habeas corpus concedido na noite de ontem pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, e tem o direito de ter a assistência de advogado e de não se comprometer a dizer a verdade ou mesmo se calar.

 

 

 

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB) disse, porém, que a colaboração de Vaccari pode beneficiá-lo. “Sua colaboração pode garantir benefícios previstos em lei, disse Hugo Motta.

 

 

Da Redação com informações da Agência Câmara Notícias