Jogos Olímpicos Rio 2016: A 500 dias dos Jogos o COB intensifica preparação do Time Brasil para o Rio 2016

Olimpíadas - Crédito: Rio 2016
Olimpíadas – Crédito: Rio 2016

 

A 500 dias para o início da participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016, data a ser celebrada na próxima terça-feira, dia 24, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) intensifica a preparação do Time Brasil. O objetivo do COB nesse pouco mais de um ano para os Jogos é investir nos detalhes da preparação dos atletas brasileiros com potencial de integrar a delegação brasileira. Atualmente com 297 vagas garantidas na competição, o Brasil já supera os números das edições anteriores dos Jogos. A expectativa do COB é de liderar uma delegação de cerca de 450 atletas. Grande parte dos nomes será definida em 2015. A principal meta do COB para os Jogos é inserir o país entre os dez mais bem colocados pelo total de medalhas do evento.

 

 

 

Com a meta de resultados para 2016 estabelecida há seis anos, o COB passou a direcionar ações específicas para proporcionar o melhor desempenho dos atletas. “Entramos na reta final de preparação e definição dos atletas e equipes que representarão o país nos Jogos Olímpicos. O Brasil já está classificado ou a caminho da classificação na maioria dos esportes, mas a definição dos atletas ainda está em aberto. Esse ano será muito importante na formação do Time Brasil para o Rio 2016”, explicou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

 

 

 

“Todos os esforços do COB estão voltados para dar o melhor preparo possível aos atletas com chances de chegar aos Jogos Olímpicos. O COB está apoiando uma série de atletas que almejam uma final olímpica, o que já representará um grande resultado. Nosso suporte não está voltado apenas àqueles que vão disputar medalhas, mas para que os 450 tenham os melhores resultados de suas vidas nos Jogos Olímpicos. O maior objetivo é proporcionar aos atletas as condições para que cheguem ao dia 5 de agosto de 2016 aptos para exercerem o melhor desempenho de suas carreiras nos Jogos do Rio”, disse Marcus Vinicius Freire, diretor executivo de esportes do COB.

 

 

 

Para alcançar a décima posição no número total de pódios no Rio 2016, o Comitê Olímpico do Brasil projeta conquistar aproximadamente 27 medalhas. Para isso, o COB elaborou um Mapa Estratégico, que tem por objetivo nortear a execução de sua missão de tornar e manter o Brasil uma potência olímpica. A partir daí, estabeleceu estratégias de investimentos fundamentadas em projetos de médio e longo prazo visando ao aprimoramento e desenvolvimento de cada modalidade, disciplina ou atleta com potencial de resultado.

 

 

 

Nos próximos 500 dias o COB irá intensificar as ações de preparação técnica, física e mental e a estruturação esportiva das equipes brasileiras, a partir de uma série de iniciativas, entre elas: suporte para realização e participação em treinamentos e competições; utilização das Ciências do Esporte; e disponibilização de serviços médicos e fisioterapêuticos; e aquisição de equipamentos esportivos. Para direcionar essas ações, o Comitê Olímpico monitora os principais atletas brasileiros, buscando atender, em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas, suas principais necessidades em termos de treinamento esportivo.

 

 

 

“Faltam 500 dias, mas já se passaram seis anos em que colocamos em prática uma série de ações. O primeiro ano do novo ciclo se mostrou excelente. Foram 27 medalhas em campeonatos mundiais ou competições equivalentes e o melhor ano pós-olímpico da nossa história. O segundo ano também foi muito bom, com 24 medalhas. Isso nos mostra que estamos no caminho certo, mas não nos dá a certeza de resultados em 2016”, avaliou o diretor executivo de esportes do COB.

 

 

 

Os Jogos Pan-americanos Toronto 2015, que serão realizados de 10 a 26 de julho, são uma etapa importante na preparação da delegação brasileira que irá aos Jogos Rio 2016. Mas a participação brasileira será diferente das edições anteriores. “É um Pan diferente para nós. Cada modalidade montará sua estratégia e levará a equipe principal ou não. A importância do Pan varia para cada atleta e modalidade. Mas a nossa meta é a mesma das duas últimas edições, em que obtivemos êxito. Nosso objetivo no Pan é chegar entre os três primeiros países no total de medalhas em disputa nas modalidades olímpicas. Sem nunca esquecer de que o mais importante para a gente é o dia 5 de agosto de 2016. O que acontece antes disso é consequência da preparação para 2016”, definiu Marcus Vinicius.

 

 

 

Além da preparação esportiva dos atletas, o COB já trabalha no planejamento da complexa logística da missão brasileira para 2016. Neste sentido, o COB está em contato constante com as lideranças das seleções nacionais com o objetivo de debater as vantagens e desvantagens de se competir em casa, trocar experiências e começar, desde já, a criar a integração entre todo o Time Brasil. A vivência de cada um ajuda ao COB nas definições que estão sendo tomadas em relação às condutas e procedimentos que serão adotados pela equipe brasileira durante os Jogos Olímpicos.

 

 

 

O Time Brasil terá uma base exclusiva de treinamento antes e durante o Rio 2016. O COB tem convênio firmado com o Exército brasileiro para utilização da Escola de Educação Física (EsEFEx) dentro da Fortaleza de São João, na Urca. O objetivo é dar privacidade e estrutura de qualidade para o treinamento da delegação brasileira. A EsEFEx terá capacidade para receber até 260 atletas em seus alojamentos. Catorze modalidades esportivas, como vôlei, basquete, atletismo, natação, entre outros terão aparelhos novos e modernos na escola. O COB também tem convênio com a Escola Naval para transformar o local em base exclusiva para a preparação de algumas equipes olímpicas.

 

 

 

E não é só para 2016 que o planejamento do COB está voltado. Uma equipe da entidade já trabalha em cima de um projeto de legado esportivo pós-Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Denominado 20/24, o projeto pretende criar bases para manter o Brasil entre as potências olímpicas depois da competição em casa. Os resultados nos Jogos Olímpicos da Juventude Nanquim 2014 demonstraram que a nova geração do esporte brasileiro tem potencial para evoluir ainda mais.

 

 

 

Da Redação com informações do COB