Cultura: Paulo Coelho dá bolo no Salão do Livro de Paris

Pavilhão de honra do Brasil no Salão do Livro de Paris
Pavilhão de honra do Brasil no Salão do Livro de Paris

 

Paulo Coelho era um dos 43 escritores da delegação brasileira no Salão do Livro de Paris. Até o último momento, o autor de maior sucesso de vendas no Brasil e no exterior manteve o suspense sobre sua participação na feira parisiense, mas faltando poucas horas para o encerramento do evento nesta segunda-feira (23) avisou que não viria. Apesar do imprevisto indigesto, a homenagem ao Brasil no evento, a segunda em 17 anos, é considerada um sucesso.

 

 

Paulo Coelho já tinha avisado que não poderia vir nos primeiros dias do Salão do Livro de Paris, iniciado na sexta-feira (20), mas confirmou sua presença no final. Ainda na manhã desta segunda-feira, o autor de “O Alquimista” enviou um e-mail dizendo que chegaria à tarde, mas faltando menos de três horas para o encerramento da feira mandou uma mensagem falando que “infelizmente não viria”.

 

 

Sucesso de público

 

 

A homenagem ao Brasil na 35ª edição do Salão do Livro de Paris é considerada um sucesso pelos organizadores. Durante os quatro dias do evento, o pavilhão de honra do Brasil atraiu 60 mil dos 200 mil visitantes da feira. O público francês prestigiou as sessões de autógrafos e as quase 50 palestras e mesas redondas programadas com os autores brasileiros presentes.

 

 

A livraria do pavilhão ofereceu 14 mil volumes de 1200 títulos. E a livraria Fnac, responsável pelo estande, adiantou que mais de 8 mil livros foram vendidos, um volume superior ao do ano passado, quando a Argentina foi a homenageada. Os campeões de vendas foram Milton Hatoum e Paulo Lins, que integram a delegação, e o clássico Machado de Assis.

 

 

Por causa do salão, cerca de 30 novas traduções de autores brasileiros já foram publicadas em 2015. Um número maior do que os 24 editados no ano passado, quando o Brasil também foi homenageado na França no festival literário de Saint-Malo.

 

 

 

A França ocupa o 3° lugar entre os países que se beneficiaram do programa de apoio à tradução da Fundação Biblioteca Nacional. O programa já beneficiou 32 editoras francesas e 52 bolsas foram concedidas nos últimos 5 anos.

 

 

Nova homenagem à literatura brasileira

 

 

 

A visibilidade dessa homenagem no Salão do Livro de Paris na mídia, tanto na França quanto no Brasil, foi boa. Os principais jornais franceses publicaram grandes e elogiosos artigos sobre a diversificada literatura contemporânea brasileira.

 

 

E a homenagem ao país vai continuar. O Brasil é o convidado do Salão Literário de Fuveau, que acontece em setembro de 2015, no sul da França.

 

 

 

Da Redação com informações da RFI